Congresso Nacional

Neste Outubro Rosa, mais que palavras, ações

6 de outubro de 2015

O Outubro Rosa é o mês, quando os prédios públicos ficam iluminados com a cor rosa e diversas programações são realizadas para lembrar as mulheres sobre a prevenção e o diagnóstico precoce dos tipos de câncer que atingem o público feminino.

A complexidade do organismo da mulher está à altura de um de seus papeis biológicos que é dar a vida e por isso exige uma atenção especial. Porém, apenas o discurso não oferece esses cuidados especiais. Todos, na sua área de atuação, devem olhar com carinho para a saúde da mulher.

Como deputada federal apresentei dois projetos de lei extremamente importantes no tocante a esta temática, um deles é o PL 2.804/15, que inclui o exame de detecção de mutação genética nos procedimentos do Sistema Único de Saúde, o SUS. Desta maneira, nós mulheres conseguiremos identificar de forma ainda mais precoce e gratuita os cânceres de mama e de ovário hereditários.

Os cânceres decorrentes dessas mutações tendem a ser mais agressivos e aparecem em mulheres mais jovens, mas, uma vez identificada a mutação, a retirada das mamas não é a única alternativa. A recomendação do teste seria principalmente para pacientes com mutações genéticas comprovadas, identificadas em famílias com vários casos de câncer de mama e de ovário.

A outra proposição de minha autoria foi o PL 606/15, visando a garantia que toda a mulher, a partir dos 40 anos, tenha o direito de realizar mamografia nos dois seios.

Este último projeto corrige uma portaria absurda do Ministério da Saúde, que estabelece o exame em um só seio nas mulheres com idade entre 40 e 49 anos, comprometendo a saúde da mulher. Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico caso seja diagnosticado e tratado na sua fase inicial, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.

O exame de mamografia tem o objetivo de rastrear a doença e indica-lo em um só seio é um erro grave. Os projetos estão tramitando na Câmara e o meu compromisso com a saúde da mulher é ainda maior, porque mais que palavras e discursos, nossa ação tem de fazer a diferença.

 

Clarissa Garotinho

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