Congresso Nacional

Não dá para fingir que nada está acontecendo na Câmara dos Deputados

22 de outubro de 2015
SalãoVerde00

Na tarde de ontem (21) participei de uma manifestação contra a permanência do deputado Eduardo Cunha (PMDB) como presidente da Câmara dos Deputados. Questionei Cunha em uma entrevista coletiva sobre as contas na Suíça, sobre seu patrimônio ser 37 vezes maior do que o declarado na Justiça Eleitoral e se ele mentiu na CPI quando negou que tinha contas no exterior ao ser questionado por mim.

Quase a totalidade dos deputados, com exceção de poucos, não o questiona sobre esses temas que para mim desmoralizam a Câmara e já formam um conjunto de motivos para a cassação de Cunha. Mais que deputada, o questionei utilizando minhas prerrogativas de cidadã, lutando para moralizar o Legislativo e que se indigna com todo o tipo de corrupção. Comigo não tem essa de indignação seletiva.

É importante que as pessoas saibam que há mais de dois meses fui sorteada para fazer um discurso no Grande Expediente da Câmara dos Deputados. Desde este sorteio, Cunha vem convocando Sessões Extraordinárias, que não votam nada, apenas para impedir a realização de meu discurso. Ele sabe que se eu for aos microfones, não o pouparei, como fazem parlamentares da situação e da oposição.

Agora vai ser assim: enquanto Cunha me impedir de utilizar os microfones da Câmara dos Deputados, vou utilizar os microfones da imprensa em suas entrevistas coletivas, onde ele fala de tudo, menos de suas contas na Suíça. Eduardo Cunha não apresenta mais condições de presidir a Câmara e tem que se dedicar a sua defesa em relação ao processo referente a Operação Lava Jato da Polícia Federal, onde está sendo investigado assim como outros políticos.

Espero que ele renuncie em breve, mesmo porque, como diria o próprio quando candidato: o povo merece respeito.

Clarissa Garotinho

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