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Clarissa Garotinho
 
 
 
 

17.MAI.2012 | 10:46

 
 
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17.MAI.2012 | 10:12

Ninguém tem dúvida que o governador Cabral tem muito a explicar na CPMI do Cachoeira, afinal, a empreiteira que repassava o dinheiro da corrupção para as empresas do contraventor era a Delta, de Fernando Cavendish, melhor amigo de Cabral.

As farras de Paris, Monte-Carlos, Nova Iorque, foram meramente ilustrativas, o problema da Delta no Rio não é nem nunca foi só essa relação escusa de Cabral com Cavendish. São muitos contratos sem licitação (mais de R$300 milhões!) e licitações fraudulentas, que deviam ser investigadas com seriedade não só pela CPMI do congresso como daqui da ALERJ também!

Mas tudo na política é conjuntura, o PSDB tinha que salvar Marconi Perillo, o PT precisava salvar Agnelo Queiroz, e o PMDB, do todo poderoso vice-presidente da República, precisava jogar a bóia para que Cabral não se afundasse no mar de lama que ele mesmo é responsável. E assim, mas uma CPMI que não vai investigar nada sério se estabelece. Só mesmo Cachoeira vai pagar o pato, e mesmo assim tenho minhas dúvidas, afinal, não é qualquer advogado que está defendendo o contraventor... é o ex-ministro da justiça do PT, Márcio Thomas Bastos... como se diz na gíria, “tá tudo dominado”. Quem perde é o cidadão que paga seus impostos e assiste esse assalto aos cofres públicos sem qualquer reação da classe política...
 
 
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16.MAI.2012 | 14:56

Enquanto a Lei de Acesso à Informação entra em vigor em todo o país, disponibilizando os documentos oficiais do Legislativo, Executivo e Judiciário para população, o governo Cabral vai na contramão da transparência e cria uma Comissão de Ética que vai agir nas sombras da administração pública.

A história das Comissões de Ética do Cabral é uma grande farsa. As duas primeiras surgiram após o acidente de helicóptero na Bahia, no ano passado, onde foram reveladas as relações entre Cabral, Cavendish e Eike Batista. Naquela época o governador pediu desculpa por ter viajado no avião de Eike e ter aceitado benesses de Cavendish, e criou duas comissões; uma sob o comando do seu braço direito, Régis Fitchner e outra sob o comando do ex-presidente do Tribunal de Justiça (TJ) Marcus Faver.

Na última semana, os integrantes da Comissão ligada ao ex-presidente de TJ ameaçaram sair e acabar com a farsa, isso porque já estava ficando vergonhosa a situação de omissão a qual eles estavam sendo obrigados a se manter. Se o Estado tivesse uma comissão de ética séria as coisas não estariam do jeito que estão... pelo menos a gangue do guardanapo já deveria estar exonerada.

A Comissão do braço direito de Cabral, se reuniu apenas uma vez desde que foi criada no ano passado e, como era de se esperar, não existe qualquer registro dessa reunião. É isso mesmo, nem ata, nem foto, nem registro de qualquer natureza, mas Régis Fitchner jura que ela aconteceu. Conclusão? Nenhuma, nem um puxão de orelha amistoso no governador a tal da comissão foi capaz de dar, mesmo depois da farra em Paris.

Agora, Cabral, de maneira obscura como é de costume, recria as comissões que já eram ineficazes e cerceadas aumentando a proporção da farsa. Essa nova Comissão só atuará em sigilo como frisou a reportagem do O Globo e, pasmem, não poderá investigar os principais suspeitos de desvio de conduta na administração estadual, o governador e o vice-governador.
 
 
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